Nossa compreensão da vontade de Deus pode ser entendida através de quatro aspectos, que chamaremos aqui de testemunhas: as Escrituras (Bíblia), a tradição, a razão e a experiência. Esses aspectos nos ajudarão em nossa compreensão sobre a homoafetividade.
O primeiro e mais importante são as Escrituras. À lei e ao testemunho! Se eles não falam de acordo com esta palavra, é porque não há luz neles (Isaías 8:20). Infelizmente esta testemunha tem sido mal usada e abusada. As Escrituras têm sido usadas para justificar o anti-semitismo, o racismo, et cetera. Foi o combustível que incendiou o fogo da Inquisição espanhola e foi a fundação do julgamento das Bruxas de Salém. Assim, devem ser examinadas cuidadosamente. Uma leitura superficial freqüentemente leva a erros.
O segundo aspecto é a tradição. Paulo escreveu aos tessalonecenses “Permaneçam firmes e guardem as tradições que lhes foram ensinadas (2 Tes. 2:15). As tradições podem nos apontar em uma correta direção. Elas ajudaram a manter a religião estável e familiar. Mas as tradições devem mudar e se adaptar às novas situações. As tradições que Paulo se referia acima tinham menos que 100 anos depois de Cristo e os seguidores delas tinham dado suas vidas pois estas eram inaceitáveis para estabelecer a Igreja. As tradições devem ser examinadas cuidadosamente. Aprender como elas inicialmente tornam-se aceitas pode ajudar. Cada nova geração ou deve reestabelecer essas tradições porque elas ainda funcionam ou substituí-las por uma melhor visão de Deus e Sua vontade. Entre as quatro testemunhas, a tradição é a mais perigosa. É resistente a qualquer exame ou mudança. Mudar uma tradição causa ansiedade e freqüentemente encontra-se resistência. Mas Cristo mesmo nos apontou que a tradição pode estar errada. “Pois, pelo amor à tradição, vocês invalidam a palavra de Deus” (Mateus 15:6). Ellen White acrescenta “ o tempo não torna um erro em verdade”. Portanto, devemos examinar as tradições à luz das outras três testemunhas.
O terceiro é a razão. Enquanto que a razão não é, sempre necessária para eu compreender a Deus, eu devo respeitá-Lo. Esse respeito, contudo, não é um ato de vontade. Eu não posso, apertar os dentes, forçar-me a respeitar a Deus no que eu não gosto. Ao invés disso, esse respeito deve ser uma resposta de amor. Até mesmo quando eu não compreendo a ação de Deus, eu devo acreditar e confiar nEle para encontrar o melhor para minha vida. Eu devo ver em Deus um caráter o qual eu quero emular (imitar, parecer). O Deus do Velho Testamento parece, às vezes, muito similar aos deuses do paganismo. Ele é arbitrário, egoísta, vicioso e sem coração. Entretanto, esse não é o Deus que eu vejo refletido em Jesus. O Deus de Jesus não faz regras arbitrárias. Ele propõe fazer nossas vidas melhores e mais completas. “Venham a mim, todos os que estão cansados e oprimidos que eu os aliviarei ... pois meu jugo é suave e o meu fardo é leve” (Mateus 11:28-29). Este Deus não teme ser desafiado. Ele nos diz para prová-lo. Ele é paciente com as pessoas iradas. E isso é uma das melhores coisas sobre Ele. Esse é um Deus que eu posso amar e respeitar.
Finalmente, há a experiência. Essa é mais subjetiva das testemunhas, ainda ela é bem enraizada nas Escrituras. Pedro recebeu uma visão que o persuadiu ir à casa do gentio Cornélio. Depois pregar Cristo para os gentios, ele observou maravilhado que eles falavam em “línguas” como os judeus em Pentecostes. Sua resposta à esta experiência foi “reconheço por verdade que Deus não faz acepção de pessoas” (Atos 10:34). Foi a experiência de Paulo na estrada de Damasco que o converteu a Cristo. Repetidamente, Deus usou a experiência quando todas as outras maneiras fracassaram.
Agora, deixem-me, então, compartilhar o que essas testemunhas dizem-me a respeito do tema homossexualidade.
As Escrituras
Existem 7 passagens nas escrituras que são geralmente usadas como forma de doutrina contra a homossexualidade: Genesis 1 e 2; Gênesis 20, Juízes 19, Levíticos 18; Romanos 1; I Coríntios 6 e I Timóteo 1.
Gênesis 1 e 2 – são passagens usadas para sugerir que Deus teve apenas uma idéia de criação: união monogâmica, heterossexual com um só propósito, de procriação. Muitos de nós já ouvimos a frase: “Deus criou Adão e Eva e não Adão e Ivo; Deus criou homem e mulher.” Sem sombra de dúvidas essa afirmação é verdadeira, os homossexuais ou são homens ou mulheres. Fomos todos feitos à imagem e semelhança de Deus!
“Criou Deus, pois, o homem à sua imagem e semelhança, à imagem de Deus o criou; homem e mulher os criou” Gênesis 1.27
A sexualidade humana é algo complexo e vai além das noções de masculino e feminino, vai além da noção de homem e mulher. No ato da criação, observamos uma das principais funções do seres humanos naquele momento: a procriação e o povoamento da Terra.
“E Deus os abençoou e lhes disse: Sede fecundos, multiplicai-vos, enchei a terra e sujeitai-a…” Gênesis 1.28a
Diante desse fato, concluímos que o texto de Gênesis é uma descrição do que se vê como padrão para a maioria e não uma prescrição daquilo que deve ser obedecido por todas as pessoas, até porque seria natural hoje em dia que irmãos se casassem com irmãos, o que não é natural nem aconselhável. Da mesma forma, surgem outras questões: Será que os que escolhem permanecer solteiros estão em pecado por não se casarem? (Deixará o homem pai e mãe e se unirá à sua mulher… Gn 2.24). Será que as pessoas inférteis estão em pecado por sua incapacidade de gerar filhos e encher a terra? Certamente que não. O contexto envolvido na criação é único, a realidade atual é um contexto bem diferente daquele. Transportar a descrição do Gênesis como regra para os dias atuais seria uma incoerência. Deve-se levar em conta, também, o fato de que a Bíblia foi escrita num contexto patriarcal, culturalmente heterossexualista.
Gênesis 20 e Juízes 19 são histórias muito similares- mesmo uma leitura superficial mostrará que elas não tratam de homossexualidade. O que esses homens maus queriam eram estuprar, uma prática comum nos tempo bíblicos. Toda referência bíblica a respeito de Sodoma indica a falta de hospitalidade, avareza e ingratidão como os pecados de Sodoma.
Levítico 18- no século atual temos tomado a palavra “abominação” como significado do que é intrinsicamente mal. A palavra hebraica usada aqui é toevah, mas não tem nada a ver com mal. Ao invés disso, esta palavra tem o significado de ritual não limpo. Porco é toevah, a mulher no período menstrual é toevah. Ter uma ejaculação durante o sono é toevah. Participar da religião sexual pagã de Canaã era toevah. Estas proibições eram desenhadas para fazer Israel destacar-se dos diferentes vizinhos cananeus. A única coisa que esses escritores sabiam a respeito da homossexualidade era que ela era usada em ritual pagão. Falando da toevah do levítico, Paulo diz em Efésios 2:15 que “Ele (Cristo) aboliu a lei com seus mandamentos e costumes (toevah)” (exceto aplicar este texto sobre os gays). Nós somos ensinados que carne de porco não é muito saudável, mas não se considera pecado comê-la. Isto é uma falsa dicotomia. Se ser homossexual é um pecado baseado neste texto, então, deve ser pecado comer milho ou trigo híbrido. É pecado usar roupas de tecidos mistos tais como poliéster e algodão. É pecado para homem entrar em uma igreja no mesmo dia que ele teve sexo com sua esposa. Nós não podemos escolher e pegar uma toevah para e associá-la a pecado. Ou nós decidimos por todas toevahs ou por nenhuma. Enfim, nada no Velho testamento estabelece que relacionamentos homossexuais são pecados.
Romanos 1- Indo para o Novo Testamento nós encontramos Romanos 1. Aqui Paulo parece pintar um quadro de uma perversa rebelião. Ele descreve com vívidos detalhes, a mais hedonista e devassa promiscuidade que ele poderia imaginar. Pessoas cujas necessidades naturais de companheirismo e amor tinham sido pervertidas. Na sua rebelião elas queriam fazer sexo com qualquer coisa que se mexia. Estas pessoas não estavam agindo por amor, mas por rebelião. O capítulo inteiro é sobre rebelião contra Deus e Seu propósito para as nossas vidas, mas não sobre atos homossexuais. Isso não é uma descrição de amor homossexual. É descrição de luxúria. Paulo usou esta descrição como uma metáfora de uma obsessiva devassidão. É, também, muito óbvio extrair do texto que aqueles que estavam envolvidos, não eram homossexuais, mas heterossexuais que estavam negando a sua verdadeira natureza em rebelião contra Deus e a sociedade. Isto não pode ser aplicado àqueles cuja natureza é conectar-se e construir uma família com outra pessoa do mesmo sexo.
Finalmente, I Coríntios 6 e I Timóteo 1:9-10. As palavras que nas modernas versões são traduzidas por “homossexual” são as mesmas em ambos os textos. A primeira malakoi encontrada em I Coríntios 6:9 significa simplesmente macio. Em alguns lugares do Novo Testamento significa doente. Foi também utilizados nos primeiros escritos cristãos significando líquido, covardemente, refinado, de vontade fraca, delicado, gentil e devasso. Quando usado no sentido moral, geralmente significa licencioso, perdido, sem auto-controle. Nunca foi usado para indicar homossexual ou homossexualidade. Quando claramente se escrevia sobre homossexualidade outras palavras eram usadas. Nada nesta palavra de maneira alguma sugere homossexualidade. Pensou-se que a palavra referia-se a masturbação. Mas ninguém sabe com certeza o que Paulo queria dizer ao usar o termo. Alguns especularam que ele estava condenando a prostituição masculina visto que esta palavra está listada próxima do verbo derivado de pornos que era o nome grego para bordéis.
A segunda palavra é arsenokoitai. John Boswell, em seu excelente livro “Cristianismo, tolerância social e homossexualidade”, sugere que Paulo pode ter cunhado esta palavra. Suas cartas, são certamente as primeiras, nos manuscritos existentes, onde aparecem a palavra. Esta é uma palavra composta de arseno referindo a macho e koitai que era uma gíria para sexo, equivalente a uma das nossas palavras mais sujas. O problema surge do fato que ela é tão rara em textos antigos que é impossível saber o que ela pode significar para os leitores de Paulo. Alguns especularam que Paulo usa esse termo para referir-se aos clientes de prostitutos. Isso pode parecer estranho para nossa mente do século 21, mas devemos lembrar que no primeiro século, ambos, pagãos e judeus condenavam o prostituto, mas não condenava o cliente. Assim, ele pode ter sido expandido para a perspectiva moral dessa época.
Enquanto, o tema dos escritos de Paulo em Romanos 1:26-67 é a única referência aparente para atos homossexuais. Contudo, existem mais de 30 referências a palavra pornos e seus derivados. Parece que a prostituição era um mal maior na mente de Paulo do que as práticas homossexuais, ambas muitos comuns naqueles dias.
Portanto, não há nas Escrituras, o que indicaria que a Bíblia condena as relações íntimas e monogâmicas do mesmo sexo.
No mundo antigo, eunuco era um termo utilizado para diferentes tipos de disfunção sexual. Haviam aqueles que tinham sido castrados e aqueles que eram impotentes, de outra maneira, sexualmente disfuncionais. Havia, também, aqueles que como Paulo ou Jesus escolhiam o celibato. O celibato era uma opção inaceitável para o povo antigo. Os judeus consideravam isso equivalente a matar. A sociedade colocava sua marca de desapontamento denominando alguém que voluntariamente pegava esta rota de eunuco. Os eunucos eram classificados no degrau mais baixo da estrutura social. Finalmente, enquanto os atos homossexuais não eram pensados ser aberração, não ter nunca relações sexuais com mulheres era considerado bizarro. Assim, aqueles que eram exclusivamente homossexuais eram considerados eunucos.
Em Mateus 19:12, Jesus menciona três grupos chamados de eunucos. Aqueles que escolhem ser celibatários; aqueles que são castrados pelos homens; e aqueles que nasceram eunucos. Agora, o que isso poderia significar “nascer eunuco”. Sem dúvida alguma, defeitos congênitos na genitália não eram conhecidos naquele mundo antigo. Certamente, estes não eram comuns, assim sendo, é improvável que Jesus estivesse referindo-se a defeito de nascença. Por outro lado, homens, exclusivamente gays, eram muito bem conhecidos. A famosa e legendária Banda Sagrada de Tebas, a qual era quase invencível nas batalhas, era composta inteiramente de casais gays. É razoável crer que Cristo estava referindo-se a homossexuais nesta referência bíblica. Ele claramente diz que eles terão um lugar no Reino de Deus.
O primeiro gentio a se converter ao Cristianismo (Atos 8:27) foi um tal eunuco. Registros históricos indicam que os oficiais no comando da corte da rainha da Etiópia eram homossexuais. E o primeiro a se converter foi um tesoureiro daquela corte.
Finalmente, há a história de um milagre registrada em Lucas 7. É a bem conhecida cura do servo amado do Centurião. Lucas diz que o Centurião era íntimo do seu servo. Algumas traduções dizem que ele o amava. Historicamente, é conhecido que os Centuriões, especialmente quando em serviço em áreas muito perigosas como a Palestina, viviam com um servo que era sua companhia e parceiro sexual. Portanto, é provável que este servo em questão fosse parceiro sexual do Centurião. Jesus curou o seu servo, elogiou a fé do Centurião e não insistiu em nenhuma mudança no seu estilo de vida.
Assim, baseados nessas informações não há nada nas Escrituras que possa indicar que a homossexualidade é, em si mesma, pecado nem que práticas sexuais com o mesmo sexo são intrinsecamente más.
A Tradição
E o que dizer sobre a tradição? De onde nós conseguimos a atual interpretação desses textos?
Aproximadamente 400 anos d.C. alguns poucos autores extremistas se pronunciaram contra a homossexualidade. Entretanto, nenhum desses antigos autores utilizaram o texto de Romanos 1 nem de I Coríntios ou ainda I Timóteo. A maioria da polêmica era baseada nas suas crenças de que a homossexualidade era mais orientada para luxúria (desejo compulsivo) que a heterossexualidade.
Eles aparentemente argumentavam que desde que eles escolheram uma forma de sexo, a qual não resultava em procriação, o único motivo possível para este sexo era a lascívia. Entretanto, hoje nós não consideramos que aqueles que usam métodos anticoncepcionais são necessariamente mais lascivos do que os outros.
A primeira vez que um escritor cristão usou Romanos 1:26-27 para aplicar aos homossexuais foi no século 12. Esta época foi caracterizada por uma crescente intolerância a qualquer coisa que fosse desconhecida ou não em conformidade com o padrão da época. Foi nesse período que os judeus receberam os piores tratamentos antes de Hitler. Galileo foi excomungado por que propôs que a terra podia girar-se em torno do sol. A uniformidade era a única maneira de sobreviver. Visto que a homossexualidade não poderia estar nos padrões de conformidade, esta tornou-se pecado hediondo.
Até a ascensão desse período de extremo preconceito homossexualidade era ambos, comum e freqüentemente honrada entre os cristãos. Iniciando no começo do segundo século depois de Cristo por volta da época que os evangelhos tinham sido escritos, a Igreja estabelecia Cerimônia de União para casais do mesmo sexo. Como o casamento heterossexual, estas uniões eram feitas por contrato de fidelidade e amor entre dois adultos, mas estes não eram iguais.
Casamento era um contrato desenhado para assegurar a superioridade e poder de propriedade que o marido tinha sobre a mulher. As Cerimônias de União, por outro lado, enfatizavam a eqüidade entre os dois parceiros. No casamento, a noiva era vendida como parte de um negócio acordado entre seu pai e seu noivo. Mas ao contrário, ambos os parceiros escolhiam entrar na União. No casamento o marido poderia divorciar-se da esposa por motivos triviais como queimar o seu jantar. A União não poderia ser dissolvida sem acordo de ambas as partes e existiam rigorosas leis concernentes à propriedades em comum na União. De fato, estas uniões de mesmo sexo eram muito similares ao casamento moderno. Elas eram baseados em amor e romance mútuo. A liturgia das Uniões de mesmo sexo permaneceram com uma parte da cerimônia da Igreja durante os primeiros 1.200 anos da história da Igreja. Somente nos últimos 700 anos devido, primeiramente a pressão política e não ao estudo da Bíblia, a homossexualidade veio a ser considerada como um pecado.
Durante o 1º século de Cristianismo, houve grande controvérsia sobre trazer os gentios para a Igreja. O primeiro Concílio de Jerusalém foi convocado para decidir quais regras do estilo de vida judeu poderia ser aplicadas aos gentios que se ajuntaram ao novo movimento (Cristianismo). A homossexualidade era tão comum como aceita na comunidade gentia. Podemos inferir que neste concílio considerou-se a respeito do ensinamento judeu tradicional sobre o tema.
Contudo, a homossexualidade não foi, aparentemente, uma grande preocupação para os líderes do primeiro século. A preocupação foi adoração aos ídolos, prostituição (ou seja o que for que significa porneos), e fato de comer a comida não kosher. A homossexualidade não era nem sequer mencionada. Quando Tiago, o irmão de Jesus, introduziu esta regra ele disse algo muito interessante - “nós não deveríamos incomodar estes gentios que estão tornando-se para Deus” (Atos 15:19-20). Seria bom se, hoje, os líderes das nossas igrejas agissem mais ou menos desse modo.
Nossa presente interpretação destes textos veio diretamente da Igreja Católica no alto da Inquisição. Ela não é um resultado de uma intensa busca pela vontade de Deus mas ao contrário é pelo trabalho de homens que desejam “demonizar” aqueles que não concordam com eles. É Satanás, não Deus, quem insiste que todos devem ser iguais. Ele é categoricamente não original. É o Diabo que prefere que todo mundo pareça igual, pense igual, fale igual. Ele quer todos no mesmo barco que leva para a destruição.
Deus, de outra maneira, nos quer no caminho estreito. Neste caminho tem espaço apenas para dois: Jesus e cada um de nós, individualmente. Cada um na sua própria trilha em relacionamento com Deus.
A Razão
E quanto à razão? O que faz sentido racional sobre sexo e, especificamente, a homossexualidade? O propósito de Deus ao criar a sexualidade humana foi mais do que simplesmente a procriação. Existem muitas espécies de animais que só se acasalam quando existe a possibilidade da fêmea conceber. Deus poderia ter criado os humanos desta maneira. Mas Ele não o fez. Ele poderia ter criado um sistema no qual resultaria em gravidez todo o tempo. Em algumas espécies de animais é dessa maneira. Mas Ele não o fez.
Se então, a reprodução não é o único propósito do sexo, qual era o plano de Deus? Foi, então, para o sexo trazer prazer aos humanos. É inquestionavelmente a mais maravilhosa de suas muitas bençãos para o ser humano. É a mais potente e íntima maneira de expressar amor entre dois amantes.
E porque esse dom é, assim, tão maravilhoso, é que Satanás tem propósito de arruiná-lo, se puder. Por causa da sua natureza íntima, o sexo traz em si, responsabilidade. Ele pode ser torcido e usado sem controle ou para punir nosso parceiro. Ele pode ser abusado e vulgarizado através da lascívia e promiscuidade. Mas, isto não é culpa do sexo. É o abuso do sexo. Deus pretendia que nós pudéssemos usar o sexo para demonstrar amor, não magoar uns aos outros.
Parceiros homossexuais monogâmicos podem compartilhar a mesma intimidade, companheirismo e amor que são encontrados em um bom casamento. Aqueles que estão em tais relacionamentos desfrutam de melhor saúde mental e física, simplesmente como as pessoas heterossexuais, no casamento. Por que Deus negaria aos homossexuais todo o gozo que ele pretendia para os humanos?
A ciência tem revelado desde os anos de 1950 que a homossexualidade é ontológica. Em outras palavras, é parte do ser de uma pessoa, não apenas do seu fazer. Tem-se estabelecido cientificamente que não se trata de uma escolha, mas de uma expressão natural da essência da pessoa que acontece de ser gay. Cientistas têm, também, revelado por décadas que nada muda esta orientação. Eles têm tentado de tudo, da psicoterapia ao tratamento de choque massivo, até lobotomia (retirada de parte do cérebro). Estes tratamentos, algumas vezes, levou pacientes à incapacidade mental, mas ainda assim, eles continuaram gays. Apenas recentemente, e contra grande luta de perseguição, esta informação tornou-se um conhecimento acessível.
Eu fui criado para acreditar que Deus está ativamente envolvido na criação de cada indivíduo. Como Ele faz isso, eu não sei, mais é confortante crer que Deus se importa bastante comigo para atentar para os detalhes. E um desses detalhes é que eu sou gay.
Alguns pessoas dirão que ser gay é uma deficiência e que ser celibatário é uma deficiência. É verdade que algumas pessoas nascem com deficiências. Elas não são capazes de funcionar em alguma capacidade física ou mental. Deus trabalha com essas pessoas fazendo as suas vidas tão completas quanto possíveis. Se a homossexualidade fosse tal deficiência, o celibato traria o alívio e congregaria as pessoas nesta condição.
Este é deus que Jesus veio destruir. Satanás tinha convencido ao mundo que esse era o verdadeiro retrato de Deus, mas somente o próprio Filho poderia dar nos a verdadeira visão em relação ao caráter de Amor que está Deus.
A Experiência
Finalmente, há a experiência pessoal. A mais importante lição que o ministério pastoral tem aprendido com a própria homossexualidade tem sido o alto custo da integridade.
Quando aceitamos o fato de ser gay, precisamos entender que nossa vida deve ser de uma honestidade impecável. Na sociedade aprendemos que não podemos alardear nossa sexualidade. Não podemos pegar na mão de nossos companheiros ao caminharmos para na rua. Não podemos abraçá-lo como alguns casais heterossexuais o fazem.
No entanto devemos ouvir aquela pequena voz de Deus, que está ao nosso lado e não do lado daqueles que desejariam nos forçar de volta para o “armário ou para uma vida celibatária sem satisfação. E aceitar o grande amor de Deus pela sua criação, nós somos criação de Deus, e amados por Ele.
A Bíblia afirma a homossexualidade. As mais antigas das tradições cristãs incluíam cerimônias para uniões de compromisso com pessoas do mesmo sexo. A razão e a ciência mostram que a homossexualidade é um fenômeno natural. O ministério pastoral te aconselha ser grato por sua homossexualidade. Aprenda a apreciar o fato que Deus te fez assim.
O Ministério de Ensino da Igreja Para Todos ministra periodicamente o estudo bíblico A BÍBLIA x HOMOSSEXUALIDE, onde presencialmente podemos nos aprofundar ainda mais neste tema e compreender melhor, envie um e-mail para:diaconia@igrejaparatodos.org para ser comunicado de uma próxima turma.
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